Febre reumática aguda: perfil epidemiológico do Estado de Goiás

Autores

  • Álvaro Luiz Monteiro Sena Universidade de Rio Verde (UniRV)
  • Isabela Rodrigues Esteves
  • João Vittor Fonseca Pio
  • Pedro Afonso Barreto Ferreira

DOI:

https://doi.org/10.29327/1244474.16-55

Palavras-chave:

Febre Reumática Aguda, Perfil Epidemiológico, Profilaxia por Antibióticos

Resumo

A febre reumática aguda é uma complicação inflamatória não supurativa da infecção por estreptococos beta-hemolíticos do grupo A, caracterizada como hipersensibilidade do tipo II, mediada por anticorpos devido reação cruzada com antígenos bacterianos. Dados epidemiológicos indicam que ocorre maior incidência dessa afecção em crianças entre 5 a 14 anos, todavia, dados recentes do DataSUS sugerem mudanças, com um acréscimo a esse padrão etário. Diante do exposto, o Objetivo desse estudo foi identificar o perfil epidemiológico de pessoas acometidas por febre reumática aguda nos últimos 7 anos. Para tal, realizou-se um estudo descritivo e analítico a partir de dados secundários oriundos do DataSUS, acerca das internações hospitalares ocorridas por febre reumática aguda no Brasil e no Estado de Goiás no período de 2015 a 2021.  Ao analisar os dados, observou-se um padrão etário bimodal cuja maior incidência de internações ocorreram nas faixas etárias de 5 a 14 anos e 40 a 69 anos, o que entra em desacordo com a literatura atual brasileira. A mudança no perfil epidemiológico pode ser devido a entraves na antibioticoprofilaxia, bem como, altos custos da terapêutica relacionados às suas sequelas. Os dados coletados sugerem que é necessária uma reavaliação dos protocolos e dos grupos de risco que recebem as intervenções.

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Publicado

2023-05-11

Edição

Seção

Saúde